terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Samakuva diz que 2015 será um ano muito difícil




Fonte: VoA - 22 dezembro 2014 22:21

O líder da Unita apresentou este fim-de-semana em Luanda a sua mensagem de fim de com o  aviso de  que 2015 será  muito difícil para os angolanos.

Isaías Samakuva  prevê que o  próximo ano será particularmente marcante para Angola podendo a  queda nos preços do petróleo ser aproveitada pelo Governo para justificar   a corrupção, a má governação,  o agravamento da  inflação, o desemprego e a já fraca qualidade dos serviços públicos.
Depois de fazer uma resenha dos principais acontecimentos que marcaram o ano de 2014 no mundo, o líder do principal partido da oposição sustentou que no    mesmo período os angolanos  assistiram a consolidação do “regime autoritário de matriz sultânica”.

“A supremacia da Constituição continuou a ser substituída pela vontade de um só homem. A democracia tornou-se uma miragem e a reconciliação nacional uma quimera”, declarou.

O presidente da Unita voltou a denunciar  a existência do que chamou de    “um grupo de predadores que se confunde com o Estado e que “ agride os direitos fundamentais dos angolanos e utiliza o sistema financeiro nacional para executar operações ilícitas de branqueamento de capitais, enriquecimento ilícito e corrupção, dentro e fora de Angola, perante um sistema de justiça que se mostra incapaz de investigar e julgar tais crimes.”

Isaías Samakuva disse que em 2014 a exclusão social continuou e  o sofrimento dos angolanos foi mais visível.

O presidente da Unita  precisou, contudo,  que o próximo ano  será de grandes   desafios para os quais apelou para a necessidade de enfrentá-los  com os olhos bem abertos e afugentar o medo paralisante.

“Vamos continuar divididos apenas porque pensamos de forma diferente? Vamos continuar a sofrer por causa da má gestão de uns poucos que se passeiam vaidosos pelo mundo à custa da riqueza de todos nós? Vamos continuar a ouvir a canção de que estamos a subir quando até aos nossos bancos falta todos os dias o sistema que nos impede de utilizarmos o nosso próprio dinheiro aí depositado? Vamos continuar a viver pobres num país com tanta riqueza de que uns poucos desfrutam a seu bel-prazer?”, questionou para terminar Isaías Samakuva.

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